Dicionário da gestação: Letra P
Parto a fórceps
O tempo em que se pensava que o uso de fórceps era sinônimo de trauma e sofrimento, acabou-se. Hoje, esse instrumento cirúrgico tem um papel inverso, aliviando o trabalho do parto e poupando desgastes da mãe e do bebê.
Existem cerca de 500 modelos de fórceps, todos eles compostos de dois ramos (direito e esquerdo) que se dividem em forma de colher, articulação e cabo. Quando a criança já esta no canal do parto, mas tem dificuldade para sair, o médico introduz os ramos delicadamente na vagina, um de cada vez. As duas partes se encaixam nas têmporas do bebê, que é puxado para fora, ao mesmo tempo que a mãe faz força para expulsá-lo. Esta técnica é conhecida como fórceps de alívio.
Ao contrário da versão atual, que só traz benefícios, quem metia medo era a antiga, onde o instrumento chamado como “Fórceps alto”, era introduzido às escuras na vagina e buscava-se o bebê no útero, provocando sérias lesões que muitas vezes deixavam graves seqüelas, tanto no bebê como na mãe.
Parto cesárea
A cesárea, apesar de ser muito realizada nos dias de hoje, é para situações anormais, quando não há chance da criança nascer naturalmente, como por exemplo, Cordão umbilical enrolado no pescoço do bebê, Prolapso do cordão umbilical, Deslocamento prematuro da placenta, Placenta prévia, Sofrimento fetal agudo e Infecções sexualmente transmissíveis.
Parto de cócoras
É a maneira mais fácil de expulsar o bebê, pois a gravidade puxa o peso para baixo e colabora no trabalho de parto, acelerando a dilatação iniciada pelas contrações. A abertura maior da vagina e da bacia óssea, provocadas pela posição, deixam o canal de parto desimpedido.
Na posição acocorada o bebê nasce, em média, 40% mais rápido do que nos partos feitos na posição horizontal.
Parto na água
A cada dia que passa, mais mulheres planejam ter seus filhos dessa forma. Como a criança vive, durante toda a gravidez, no líquido aminiótico, nada mais natural que entre em contato com o mundo externo através da água.
Uma pergunta, porém, é inevitável: “Será que meu filho vai se afogar?”. A resposta é não. Quando nasce, o bebê ainda respira pelo cordão umbilical por pelo menos vinte segundos, durante os quais expande seus pulmõezinhos lentamente. Só quando o cordão para de pulsar é que se deve tirá-lo da água e colocá-lo no peito da mãe.
Para que tudo aconteça num clima de perfeita tranqüilidade, costuma-se preparar a sala de parto com essências aromáticas, luz branca e músicas escolhidas pela mamãe. A água da piscina é aquecida à uma temperatura de 36º C, que atenua a dor das contrações. Na maioria das vezes, não se usa nenhum tipo de anestesia.
Se a mãe está com idéia de fazer este tipo de parto, deve procurar fazer um curso especializado para aprender as técnicas de respiração e relaxamento. O pai também deve participar deste curso, pois no momento do parto, ele irá entrar junto com a mulher para apoiá-la e massageá-la. Ao médico, resta somente acompanhar atentamente o desenrolar do trabalho de parto, sem interferir muito. À medida que aumentam as contrações, é a mulher que determina qual a melhor posição para expulsar seu filho - em pé, de lado, de quatro, ou mesmo de joelhos.
Parto normal
Após a dilatação do colo do útero, que pode durar até dezoito horas na primeira gravidez, a gestante é colocada na posição ginecológica, na mesa de parto, onde o médico controlará todo o trabalho. Lá ela recebe a anestesia, na maioria das vezes, a peridural, que inibe a dor, mas não tira a sensação das contrações nem o sentido do tato. Instrumentos e monitores acompanham passo a passo a evolução do trabalho de parto. A episiotomia, corte no períneo, (região que liga o ânus à vagina) é uma prática que tem três finalidades: facilitar a passagem do bebê, protegê-lo contra o desprendimento brusco e preservar os tecidos da vagina. Já sob o efeito da anestesia, a mulher é orientada pelo médico para fazer força e começa a expulsar a criança. Quando a cabeça dela aparece, o médico ajuda com as mãos a puxar o resto do corpo para fora. Depois de nascer, ainda ligada ao cordão umbilical, a criança é colocada sobre o peito da mãe. Somente após, o médico corta o cordão e encaminha a criança à sala de reanimação, onde vai passar pelo primeiro check-up. Enquanto isso, na sala de parto, a placenta é retirada pelo médico, que aproveita o efeito da anestesia para dar os pontos no períneo.
Parto pélvico
É quando, durante o parto, o bebê apresenta-se de nádegas, com a cabeça para cima, ou seja, sentado. No caso de se tratar de uma primeira gravidez, o recomendável é realizar uma cesariana.
Parto prematuro
O período normal para a gestação é de 40 semanas. Quando o parto ocorre antes de 37 semanas, e depois de completado o desenvolvimento fetal (28 semanas), considera-se que o parto foi prematuro. Existe maior risco de prematuridade se a gestante tiver um histórico de doenças como rubéola, diabetes, hepatite, HIV, câncer, doenças do sangue ou do coração, obesidade e grávidas alcoólatras ou fumantes.
Penetração espermática
Capacidade do espermatozóide em penetrar o óvulo.
Peridural
A anestesia peridural obstétrica é imprescindível na cesariana e só não é aplicada NO parto normal quando a gestante opta por dar a luz sem sua aplicação ou quando o parto é feito em caráter de urgência. Em princípio, seu uso é contra indicado em pacientes que possuem alteração na coagulação do sangue, tumor intracraniano, lesões na medula e infecção da pele no local da aplicação.
A anastesia é aplicada entre duas vértebras lombares, num espaço da coluna que é chamado peridural. No parto normal, embora a peridural alivie a dor e provoque um certo grau de relaxamento, ela não paralisa as contrações, não elimina a sensibilidade e nem impede que a mulher faça força para dar à luz. Portanto a gestante deve se preparar física e psicologicamente para este tipo de parto.
Perinatal
Diz-se do período, das condições e dos acontecimentos ocorridos imediatamente antes e depois do parto.
Períneo
O mesmo que assoalho pélvico. Funciona como base para a sustentação de importantes órgãos como a bexiga, os genitais e parte dos intestinos. A abertura e fechamento do ânus, da vagina e do canal urinário dependem desse grupo de músculos.
Período fértil
Fase do ciclo menstrual da mulher que compreende de três a dois dias antes da ovulação até dois dias após a mesma, inclusive.
Se nesta fase a mulher não se prevenir com métodos contraceptivos, a chance de engravidar é quase de 100%.
Pigmentação
A partir do segundo mês e até o final da gravidez, a maioria das mulheres produzem uma quantidade extra de melanina produzida pela placenta. Por isso, as aréolas dos seios ficam mais escuras, e aproximadamente na 14ª semana de gestação surge a chamada linea negra, uma espécie de linha vertical entre o topo do abdômen e osso pubiano. Depois do parto, a tendência é voltar tudo ao normal.
Pílula do dia seguinte
A pílula do dia seguinte é um contraceptivo de emergência, que pode ser usado pelas mulheres para evitar uma gravidez indesejada depois de uma relação sexual desprotegida, onde houve falha potencial de um método anticoncepcional, mas nunca deve utilizá-la rotineiramente.
Placenta
Liga a mamãe e o bebê através do cordão umbilical e é a fonte de alimento do bebê até o nascimento, retirando elementos nutritivos e oxigênio da circulação sangüínea da gestante e devolvendo os resíduos do organismo do feto. Também é um verdadeiro filtro de bactérias e outras substâncias nocivas à circulação materna.
Placenta prévia
O mesmo que placenta baixa. É quando a placenta se situa no segmento inferior do útero, podendo até ficar à frente do bebê, impedindo sua passagem. Ela ocorre geralmente no 3º trimestre e é marcada por uma hemorragia com sangue vermelho rutilante. Ao contrário do descolamento prematuro da placenta, neste caso o útero tem consistência normal e é indolor.
Pólipos
Freqüentes formações tumorais que se formam a partir do tecido interno do colo do útero e que na sua maioria são benignas e facilmente removidas.
Pré-eclâmpsia
Surge normalmente em torno da 20ª e 24ª semanas de gestação e é caracterizada pela pressão alta, edemas, alterações nos reflexos musculares, presença anormal de proteínas na urina e ganho de peso rápido e progressivo (aproximadamente 1 quilograma por semana) devido à retenção anormal de fluídos em lugar da acumulação de gordura, e em casos mais severos, podem surgir dores de cabeça, inchaços nas mãos e pernas, problemas de visão e dor no abdômen.
Se esta doença não for tratada, pode evoluir para uma situação mais grave, a Eclampsia, onde existe o risco de ocorrer alterações da coagulação do sangue, problemas do fígado, convulsões e até mesmo, em casos raros, a morte da mãe ou do bebê.
Prematuro
Toda criança nascida após a 28ª semana e antes da 37ª semana de gestação.
Pré-natal
Nome que se dá ao acompanhamento mensal da gravidez feito pelo obstetra. No último mês, as consultas passam a ser semanais. No pré-natal são avaliados o peso e a pressão arterial da gestante, batimentos cardíacos do bebê, crescimento do útero, doenças pré-existentes, etc., além de vários outros exames que o médico achar necessários. A organização Mundial da Saúde recomenda ao menos quatro ultra-sonografias durante a gravidez.
Primigesta
Mulher que engravidou pela primeira vez.
Primigesta idosa
Mulher idosa que engravidou pela primeira vez.
Prisão de ventre
Comum durante os nove meses. As Prisões de ventre (dor abdominal e dificuldade para evacuar) são provocadas pela ação da progesterona sobre os tecidos do aparelho digestivo. Os intestinos ficam mais lentos e podem aparecer cólicas. O aumento do útero também contribui para dificultar o trabalho dos intestinos. Como prevenção, a gestante deve seguir uma dieta laxante, à base de muitas folhas; aumentar a ingestão de líquidos e beber, pelo menos, seis copos de água por dia; recorrer ao chá de Senne, um laxante natural; comer fibras de trigo ou farelo de trigo durante as refeições; caminhar regularmente; manter uma dieta rica em fibras (ameixas secas e damascos também podem ajudar).
Progesterona
Hormônio sexual feminino que é segregado pelo ovário após a ovulação e mais tarde pela placenta. Sua função é preparar o útero para a gravidez, impedir a ovulação durante a gravidez e regular o crescimento do útero.
Prolactina
Hormônio que estimula a produção de leite em mulheres que estão amamentando. Fora dessa fase, o excesso de prolactina pode ser causa da infertilidade.
Prolapso do cordão umbilical
Quando o cordão surge antes do aparecimento da criança, o parto não pode prosseguir, pois a cabeça do bebê certamente irá comprimir o cordão e interromper a oxigenação, já que a mesma é feita através dele.
Prolapso uterino
Exteriorização ou descida do útero na vagina, devido a fraqueza dos tecidos pélvicos e que pode ser acompanhada de incontinência urinária.
Provas de Maturidade Fetal
Parâmetros avaliados no líquido amniótico que dá uma indicação bastante precisa do amadurecimento fetal.
Provas de Vitalidade Fetal
Procedimentos que visam o reconhecimento das condições de oxigenação fetal.
Puerpério
Período que se inicia imediatamente após o parto e dura por seis semanas, e no qual surgem alterações anatômicas e fisiológicas responsáveis pela volta do organismo materno às condições pré-gestacionais.





